Animais do Morro

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Cágado pescoço-de-cobra

Hydromedusa maximilian

 

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Conhecido também como Cágado-da-serra esta espécie de tartaruga é da família das Chelid endêmica do leste e sudeste do Brasil. É uma das menores tartarugas de água doce brasileira, atingido um comprimento máximo de 20 cm. Ele vive em fundos arenosos e rochosos e águas claras em florestas acima de 600 metros de altitude.

O Cágado pescoço-de-cobra é uma espécie pequena, atingindo um comprimento de carapaça de entre 10-20 cm, com um peso de 120-520g. A carapaça do adulto tem forma oval de coloração variando do cinza ao cinza escuro ou marrom claro. O plastrão (parte da “barriga”) é da cor amarela ou creme. A espécie tem uma cabeça de tamanho moderado com um pequeno focinho e mandíbulas amareladas, sem barbilhão no queixo, a íris é preta.

Chamado de Pescoço-de-cobra por não conseguir retrair sua cabeça e pescoço como a maioria das tartarugas, esta espécie inclina seu pescoço e cabeça para a lateral quando quer se “esconder”, lembrando o movimento de uma cobra.

A superfície dorsal da cabeça, pescoço e pernas são de cor verde oliva na cor cinza com um creme superfície ventral de cor mais clara.

O Cágado pescoço-de-cobra é endêmico do leste e sudeste do Brasil, nos estados da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. A distribuição está associada à Mata Atlântica montanhosa. Em geral é encontrada em rios de montanha acima de 600m.

A espécie é encontrada em riachos rasos 15-100 cm de profundidade, com água fresca e limpa, substratos arenosos ou rochosos. Por causa da copa densa e mata fechada e bosques próximo a córregos que recebem pouca luz solar e nas margens ao longo dos córregos.

Algumas populações desta espécie ocorrerem dentro de áreas protegidas e, portanto, tem alguma proteção contra o desmatamento e a poluição, que são consideradas as principais ameaças. Nas regiões fora destas áreas protegidas a espécie pode estar se tornando fragmentada e pode, portanto, tornar-se cada vez mais vulnerável no futuro.

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Camaleão ou Iguaninha-verde

Enyalius iheringii

 

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Enyalius em grego significa belicoso, guerreiro, habituado à guerra, furioso. Por causa do comportamento, nosso lagartinho ganhou este nome, mas é inofensivo, não possui veneno.
Como escreveu Eurico Santos: "esperto e sabidório, vive nas árvores que pendem para os cursos d’água e lagoas e aí se queda imóvel e dissimulado. Caça em botes certeiros e de incrível rapidez. Se alguém aproxima-se, deixa-se cair n’água e desaparece. 
Suas virtudes de caçador, paciência na tocaia, certeza de pontaria, esperteza de fuga, granjearam admiração de todos observadores. Assim, devia possuir a proteção dos gênios benfazejos. Naturalmente, quem lhe comesse a carne participaria das virtudes que ela deveria encerrar (!). Por esta razão, índios usavam para filtros amorosos (ainda hoje, lagartixas são usadas por caboclas que suspeitam da fidelidade de seu amante). Um dedo do bichinho na ponta da flexa, jamais erraria o alvo. 
Transformou-se em constelação para alguns índios da Amazônia, pois o sáurio foi aos céus a convite de Tupan, para uma festa. Ao fim, como gostou do lugar, ficou estático, quieto e dissimulado, de forma que passou despercebido e está lá até hoje, com o nome de Tamacuaré, na Cassiopéia."
Stradelli diz que os índios abrem nas suas inscrições rupestres um largo traço, mais grosso numa extremidade, cortado por duas linhas transversas. Tal hieróglifo assinala o mirífico lagartinho. Na proa de embarcações amazônicas tal figura evoca a virtude do tamacuaré em voltar à tona, caso afunde.

Endêmico da Floresta Atlântica, passou a ser conhecido como camaleão por mudar a cor tal qual o original africano.

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Texto compilado do Blog.