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Parque Municipal Morro do Ouro recebe título de melhor parque do sudoeste paulista

Parque Natural Municipal Morro do Ouro recebe título de melhor parque do sudoeste paulista

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Trata-se dos resultados obtidos no trabalho de campo do componente curricular denominado “Avaliação de Riscos e Impactos Ambientais” da Etec de Apiaí, desenvolvido no primeiro semestre de 2014 no curso de técnico em Meio Ambiente do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. A apresentação dos dados referente ao Parque Municipal do Morro do Ouro ocorreu no 2º Congresso Brasileiro de Avaliação de Impactos, realizado no dia 15 de outubro na cidade mineira de Ouro Preto.

A Prefeitura de Apiaí, através da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Meio Ambiente é responsável pela manutenção e operação do Parque. Durante as aulas teóricas em classe prepararam-se os alunos com estudos de casos de impactos ambientais no Brasil e no mundo além de trabalhar conceitos correlatos a ciências ambientais com ênfase a avaliação, diagnóstico e predição de impactos ambientais.

Foram realizadas duas aulas práticas no PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Vale do Ribeira) e no Parque Municipal do Morro do Ouro com a finalidade de desenvolver habilidades e competências dos alunos referentes caracterização de processos de intervenção antrópica no meio ambiente e os riscos associados, bem como, a utilização de métodos e técnicas para avaliação, registro e mitigação de impactos referentes a sua utilização atual, que no caso do Morro do Ouro são atividades de lazer e turismo.

Para tanto percorreram os limites de divisa do Parque Municipal, assim como trilhas internas com máquinas fotográficas digitais, receptor GPS para georreferenciamento e tabela de anotação de identificação de impactos e riscos. Após o trabalho de campo, de volta a sala de aula, os dados e informações coletados nas ativiidades práticas foram condensados em relatório técnico utilizando a sala de informática da escola e programas como word, excel, google earth, photoshop consolidando um pequeno estudo de impacto ambiental da área.

Dentre os resultados obtidos nos trabalhos está a necessidade de implantação de visitas monitoradas, restrição de acesso às áreas onde estão as antigas prospecções minerais (que podem causar queda de pessoas), colocação de lixeiras e placas informativas, além da delimitação e fiscalização em relação a suas divisas. Por outro lado, o Centro de Informações Turísticas (CIT) que dá apoio ao visitante, a Casa do Artesão onde está a disposição para venda uma série bens (cerâmica e guloseimas) produzidos de forma sustentável por comunidades locais.

O Centro de Educação Ambiental ali instalado juntamente com a lei municipal de criação do parque (que oficializa sua existência e dá segurança jurídica) e o próprio estado de preservação e recuperação do ambiente são aspectos positivos. O trabalho realizado pelo professor Silvio Alberto Camargo Araújo e alunos agora formados permite situar Parque Municipal do Morro do Ouro como o melhor Parque Municipal do Sudoeste Paulista, estando na frente do Complexo Turístico da Fazenda Pilão d’Água em Itapeva e o Parque Municipal da Barreira em Itararé.

Fonte: Me. Silvio Alberto Camargo Araújo.

Lâmpadas: Seus aspectos, composição e impactos ao meio ambiente

Lâmpadas: Seus aspectos, composição e impactos ao meio ambiente.

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Tão importante quanto à descoberta do fogo e a invenção da roda é a invenção da lâmpada. Não dá para imaginar um mundo moderno refém de candeias, lampiões e velas, materiais que emitem gás carbônico na atmosfera e apresentam grandes riscos de acidentes. Além do fato que esta invenção é a tutora da ciência eletrônica atual.

Grandes inventores foram responsáveis para que tenhamos hoje essas peças conversoras de energia elétrica em energia luminosa e sabe-se que Sir Joseph Wilson Swan foi quem criou a primeira lâmpada incandescente com patente em 1878 e foi o primeiro no mundo a ter sua casa iluminada por lâmpadas incandescentes, nessa época outros 22 inventores tentavam a mesma façanha e quem a tornou comercializável foi Thomas Alva Edison, mais conhecido por Thomas Edison, um ano depois da patente de Swan.

As lâmpadas incandescentes foram montadas com diversos materiais, mas sempre buscando sua maior durabilidade e hoje é formada por uma ampola de vidro fino preenchida com um gás inerte, que pode ser o nitrogênio (azoto), ou argônio (árgon) ou criptônio (crípton) e um fino filamento constituído de tungstênio que tolera até 3000°C de temperatura de trabalho.

As lâmpadas incandescentes foram utilizadas por mais de 130 anos e reinavam absolutas nas residências do mundo todo até que, em 2012, foram abolidas na Europa e estão em fase de desuso no Brasil desde 2013, isso porque sua eficiência na produção de luminosidade é muito baixa, apenas 5% de toda energia consumida é convertida em luz e os 95% restantes são convertidos em calor, ou seja, esta lâmpada é mais um aquecedor do que uma lâmpada, por isso muito utilizada em estufas e granjas.

Em paralelo à história da lâmpada incandescente outra lâmpada, a fluorescente, estava sendo desenvolvida por Nikola Tesla, o cara da “Bobina de Tesla”, a lâmpada fluorescente foi introduzida em 1938 no mercado e esse modelo mostrou grande eficiência por emitir mais energia eletromagnética em forma de luz do que calor. Sua forma de funcionamento diferenciado possui um par de elétrodos em cada extremo. O tubo de vidro é coberto com um material à base de fósforo. Este, quando excitado com radiação ultravioleta gerada pela ionização dos gases, produz luz visível. Deste modelo surgiram as lâmpadas fluorescentes compactas que possuem o reator junto à lâmpada e bocal modelo E 27 os mais comuns nas instalações elétricas domiciliares e estas são as lâmpadas que estão substituindo as lâmpadas incandescentes atualmente.

Outro modelo que está cada vez mais ganhando o mercado e é muito mais econômica é a lâmpada de LED (Light Emitting Diode) ou Diodo Emissor de Luz criado inicialmente por Nick Holonyak em 1962 e que atualmente foi motivo de notícia, pois em 7 de outubro de 2014, os inventores, dos diodos emissores de luz azul, Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura, foram laureados com o Prêmio Nobel, sem essa descoberta a luz branca em LED não existiria, impossibilitando a produção das lâmpadas para uso doméstico.

Visto a evolução na iluminação temos que nos ater as questões pós-uso, como descartá-las?

Há no Brasil uma discussão de quem deve ser responsável pela logística reversa desse material, a grande parte de lâmpadas consumidas no Brasil é importada, sendo esse número próximo aos 90%, e como reenviar estas lâmpadas aos países de origem? Os 10% restantes certamente deverão ser recolhidas pelos fabricantes. Há no estado de São Paulo uma Resolução, a SMA 38 de 2011 que cita entre diversos materiais as lâmpadas contendo Mercúrio que devem ser recolhidas pelos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes e devem ser destinadas de forma correta para sua descontaminação e tratamento final adequado.

Hoje o morador de Apiaí pode entregar suas lâmpadas na Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Meio Ambiente.

Essas lâmpadas serão armazenadas e descontaminadas evitando que metais pesados sejam levados aos rios, lençóis freáticos e outros corpos d’água.