Árvores do Morro

 Açoita-cavalo, Luehea grandiflora Mart., Apiaí,

Açoita-cavalo

Luehea grandiflora Mart.

 

 Açoita-cavalo, Luehea grandiflora Mart., Apiaí, São Paulo

Nome popular: açoita-cavalo, caoveti, ivitinga

Árvore decidual* chegando até 12 metros de altura. Possuí râmulos ferrugíneo-pubérulos. 

Folhas grandes variando entre 11-24 centímetros de comprimento, simples, alternas, com face adaxial escabra e face abaxial com indumento ferrugíneo. 

Folhas triplinérveas, margem serrilhada ou denteada. 

Inflorescências paniculadas axilares ou terminais. 

Pode ser confundida com Alchornea sidifolia, mas o pecíolo em Luehea grandiflora é bem menor.

Uso medicinal popular: A infusão das flores é citada como sedante.

As folhas como anti-inflamatório e a decocção da córtex como tônica, anti-diarréica e digestiva (Alonso Paz et al., 1992; Toursarkissian, 1980).
No Brasil as folhas são usadas como diurético e os talos como anti-inflamatório. A córtex e as partes aéreas são empregadas externamente na forma de banhos íntimos femininos e como hemostático em feridas de pele.
A córtex, por via interna, em casos de reumatismo e disenteria (Buttura, 2003; Tanaka et al., 2003). Mors et al., (2000)também mencionam o uso da córtex e das folhas em tratamento da laringite e bronquite.
Na Argentina (Missiones), as folhas são empregadas para o tratamento de resfriados e catarros, e a córtex como adstringente, em afecções da garganta (faringite e anginas) e febre. (Amat e Yajía, 1998).

Segundo Pio Correa, 1984, possui as seguintes propriedades: a casca e as folhas são adstringentes. As folhas são reputadas como anti-disentéricas e anti-leucorreicas, úteis na blenorragia, hemorragia, tumores artríticos e diarreias crônicas; a raiz é reputada como depurativa. Suas flores atraem as abelhas na fabricação de mel.

Composição química: Destaca-se o alto conteúdo de manganês nas folhas. Nos talos foliáceos foi detectado a presença de mucilagens enquanto que da córtex foram isolados polifenóis (Hegnauer, 1973). Foram identificados ainda taninos, saponinas e flavonóides (Alice e Silva, 1985). Do extrato metanólico das folhas foram isolados um derivado do ácido tormêntico (ácido 3-b-p-hidroxibenzoil-tormêntico) e uma mescla contendo ácido maslínico (Tanaka et al., 2003).

O estudo químico do extrato bruto metanólico das folhas resultou, em um primeiro momento, no isolamento do ácido 3β-p-hidroxibenzoil tormêntico, triterpeno com esqueleto básico dos ursenos, e de uma mistura cuja substância majoritária foi o ácido maslínico, triterpeno derivado dos oleanenos. Posteriormente, foram isolados do mesmo extrato a vitexina, uma flavona C-glicosilada e o esteróide glicopiranosilsitosterol. 

Do extrato bruto metanólico das cascas do caule, foi isolado o flavonóide (-)-epicatequina, um flavan-3-ol. (Tanaka et al., 2005)

Ações farmacológicas: Os estudos farmacológicos para esta espécie são escassos. Possui atividade adstringente, anti-microbiana, (em especial a sua ação sobre dermatófitos) e inseticida. 

Fruto densamente coberto por pêlos ferrugíneos.

*Perde as folhas na estação seca

Fonte 

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