Árvores do Morro

Árvores do Morro - Guanandi

 Guanandi, Calophyllum brasiliense, Apiaí

Guanandi

Calophyllum brasiliense

 

Guanandi, Calophyllum brasiliense, Apiaí 

O guanandi é chamado tambem por jacareúba que em tupi significa: casca de jacaré por seu caule assemelhar-se à pele do réptil ou Santa-Maria.

Outros nomes populares em português: casca-d'anta, cedro-do-pântano, cedro-do-mangue, galandim, guanambi, guanambi-carvalho, guanambi-cedro, guanambi-landim, guanambi-de-leite, guanambi-vermelho, golandim, guanandi (sudeste do Brasil), guanandi-amarelo, guanandi-do-brejo, guanandi-carvalho, guanandi-cedro, guanandi-da-praia, guanandi-jaca, guanandi-landim, guanandi-landium, guanandi-lombriga, guanandi-piolho, guanandi-poca, guanandirana, guanandi-rosa, guanandi-vermelho, guanantim, gulande, gulande-carvalho, gulandi, gulandi-carvalho, gulandin, gulandium, gulanvin-cavalo, iarairandira, inglês, irá-iandi, jacareaba, jacareíba, jacareúba (Amazônia), jacareúba-guanadilandium, jacareúba-guanani, jacare-uba, jacarioba, jacariúba, jacurandi, landi, landi-carvalho, landi-do-brejo, landi-jacareíba, landim (Amazônia), landim-do-brejo, landim-jacareúba, landinho, landium, landium-do-brejo, landium-jacareíba, lantim, maria, oanandi, oanandim, olandi, olandi-carvalho, olandim, olando-carvalho, pau-de-azeite, pau-de-maria, pau-de-santa-maria, pau-sândalo, pindaíba, pindaíva, santa-maria, uaiandi, uá-iandi, uáiandi, urandi.

Faz parte do primeiro grupo de madeiras consideradas como madeira de lei, no período imperial, lei de 7 de janeiro de 1835; já em 1810 um decreto determinava exclusivo da corôa o seu corte. Foi muito utilizada na construção de navios das frotas portuguesa e inglesa. As madeiras de lei brasileiras foram parte importante no interesse inglês de firmar parceria comercial com Portugal, o que propiciou a vinda da família real portuguesa ao Brasil; imputrecível e muito mais leves que o carvalho europeu, madeiras de lei de árvores brasileiras, muito comuns no litoral brasileiro na época, como o guanandi e o mogno, absorviam as balas de canhão sem sofrer danos a estrutura dos navios que as utilizaram em sua construção.

A árvore, ornamental, é usada no paisagismo urbano.

Os frutos são consumidos por várias espécies da fauna.

No campo medicinal, o látex da casca é usado na medicina popular sob o nome bálsamo de landim contra úlceras do gado. Suas casca e folhas começam a ser testadas para doenças como reumatismo. Ao bálsamo de landim (óleo de Maria nos países hispânicos) são atribuídos uma série de usos medicinais, sendo o efeito cicatrizante o mais conhecido. Pesquisas apontam o efeito de componentes de suas folhas contra o HIV, vírus da AIDS.

Além dos usos citados também pode ser usado como bio-combustível (ainda em fase de testes), sendo o guanandi um fornecedor deste com eficiência próxima à de culturas vegetais menos importantes, como a mamona.

O mel produzido por abelhas em flores de guanandi é de primeiríssima qualidade.

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Árvores do Morro - Paineira

 Paineira, Ceiba speciosa, Apiaí

Paineira

Ceiba speciosa

 

 Paineira, Ceiba speciosa, Apiaí

 

Pertence à família Malvaceae.

Outros nomes: sumaúma, barriguda, paina-de-seda, paineira-branca, paineira-rosa, árvore-de-paina, árvore-de-lã, paineira-fêmea.

É uma árvore com até vinte metros de altura, tronco cinzento-esverdeado com estrias fotossintéticas e fortes acúleos rombudos, muito afiados nos ramos mais jovens.

O tronco das paineiras tem boa capacidade de sintetizar clorofila (fazer fotossíntese) e tem coloração esverdeada até quando tem um bom porte; isto auxilia o crescimento mesmo quando a árvore está despida de folhas; é comum, também, paineiras apresentarem uma espécie de alargamento na base do caule, daí o apelido "barriguda".

As folhas são compostas palmadas e caem na época da floração. As flores são grandes, com cinco pétalas rosadas com pintas vermelhas e bordas brancas. Há uma variedade menos comum, com flores brancas.

Paineira-branca, variedade menos comum, com flores brancas, no parque Ceret, em São Paulo, no Brasil

Seus órgãos reprodutivos encontram-se unidos em um longo androginóforo.

Os frutos são cápsulas verdes, que, quando maduras, rebentam (deiscentes), expondo as sementes envoltas em fibras finas e brancas que auxiliam na flutuação e que são chamadas paina.

A partir dos vinte anos de idade, aproximadamente (sudeste brasileiro), os espinhos costumam começar a cair na parte baixa do caule e, gradualmente, também caem nas partes mais altas da árvore, com o engrossamento da casca.

Acredita-se, que isto permite à árvore receber ninhos de pássaros, o que seria impossível de acontecer quando esta tinha espinhos longos e pontiagudos; assim, flores e frutos já não estão presentes, mas a árvore continua a dar sua contribuição à natureza hospedando os passarinhos. Esta não é uma regra para todas as paineiras; algumas paineiras com mais de vinte metros, por exemplo, continuam com espinhos muito grandes na parte baixa, provavelmente como defesa de insetos do local.

A paina é uma fibra fina e sedosa, mas pouco resistente, não sendo muito aproveitada na confecção de tecidos, mas mais como preenchimento de travesseiros e brinquedos de pelúcia. Uma grande paineira pode deixar um tapete branco de paina caída aos seus pés no final da época de frutificação.

Especialmente por suas qualidades ornamentais — tronco imponente, normalmente bastante espinhoso quando a árvore é jovem, folhagem quase sempre decídua, de um verde muito brilhante, flores grandes e coloridas e frutos que expõem as painas como flocos de algodão em seus ramos —, as paineiras são cultivadas em meio urbano e em jardins, mesmo fora da sua área de ocorrência natural.

Por terem crescimento rápido, são bastante populares na recuperação de áreas degradadas.

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