Herbáceas e Arbustivas do Morro

azedinha 

Azedinha-do-brejo

Begonia cucullata

 

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Pertence à família Begoniaceae.

Herbácea comum em terrenos brejosos ou com muita humidade, em ambientes abertos. Possui flores rosadas bem claras muito vistosas, por isso foi usada para produzir as diversas variedades ornamentais que existem hoje. Suas flores são unissexuais e visitadas por diversas abelhas. Os frutos secos capsulares se abrem e as minúsculas sementes são dispersas pela água e pelo vento.

Outros nomes: erva-de-sapo, begônia, azeda-do-brejo, begônia-do-brejo, begônia-do-banhado, coração-de-estudante-do-brejo, begônia-são-joão.

A planta toda é consumível tanto em campo, como em saladas cruas, possui gosto ácido devido à presença de ácido oxálico em seus tecidos (o mesmo das azedinhas ou trevinhos Oxalis spp.). Os ramos e folhas jovens também podem ser adicionados a cozidos e molhos, dando a estes um sabor característico.

Na medicina popular latino-americana, esta planta é utilizada para combater estomatites em crianças, como refrescante em processos febris e contra malária; Em certas localidades, é adicionada ao tereré, bebida semelhante ao chimarrão, porém com o mate frio preparado tradicionalmente em um recipiente feito com chifre bovino; neste contexto, possui propriedades contra faringites, estomatites e protege contra "males da boca"; o sumo das folhas e caules é utilizado para tratar verrugas e feridas abertas; utilizada por povos indígenas para aliviar dores de dentes causadas por cáries; também citada como útil para tratar desinteiras.

É uma das espécies ancestrais das variedades ornamentais de "Begonia semperflores", que possuem diversas cores, porte reduzido e floração abundante.

 Alerta:


Pode invadir cultivos úmidos, como arroz, em especial nas margens de valas de irrigação; Pessoas com problemas renais não devem consumir esta planta, pois seus compostos oxálicos são muito agressivos ao sistema renal.

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Acariçoba

Hydrocotyle bonariensis

 

 Hydrocotyle bonariensis

 

Pertence à família Araliaceae.

É uma herbácea rizomatosa bastante comum nas dunas de restingas, na maior parte das vezes, fica com o caule enterrado na areia com apenas as folhas e hastes florais de fora. estas alcançam cerca de 30cm de altura e são dotadas de pequenas flores brancas, polinizadas por abelhas. Os frutos são secos e deiscentes, liberando as sementes no solo para serem dispersas, provavelmente pela água. Ocorre também em áreas mais adentro do continente, mas não é tão comum, habitando geralmente ambientes encharcados.

Alimentício: Kinupp (2007) cita esta espécie como alimentícia, mas que deve ser consumida em quantidades moderadas devido à possível presença de toxinas, ressaltando que suas folhas são aromáticas e saborosas, com aroma semelhante ao da cenoura ou salsa. Pode além de ser consumida crua, ser adicionada a ensopados, refogados, pães e bolinhos.

Forrageira: Melo et al. (2008) cita que a planta é conhecida na Ilha de Santa Catarina por erva-de-cabra, justamente por servir de alimento à estes animais.

Outros nome: Erva-capitão, folha-de-sapo, acariçoba, erva-de-cabra, acaricaba, acariroba, ariçoba-de-buenos-aires, barbarosa, capitão, cairuçu-do-brejo, chapéu-de-sapo, cicuta-falsa, erva-capitão-do-brejo, erva-do-capitão, lodagem, para-sol, poncaga.

Na medicina popular os rizomas e raízes são utilizados na forma decocto para obstrução hepática, obstrução renal, como diurético e tônico, como abridor de apetite e contra moléstias do baço, fígado e intestino; diarreia, hidropisia, reumatismo e erisipela. A planta inteira, na forma de decocto é utilizada no tratamento de sardas e manchas de pele. Em altas doses pode ser emética.

 Alerta:

É infestante em algumas culturas e costuma crescer em jardins e gramados, alastrando-se rapidamente através de seus longos rizomas.

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