Palmeiras do Morro

Palmeiras do Morro do Ouro - Palmeira Juçara

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Palmeira Juçara

Euterpe edulis

 

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A juçara, também chamada içara, jiçara, palmito-juçara, palmito-doce, palmiteiro e ripeira, é uma palmeira nativa da Mata Atlântica, no Brasil.

"Ripeira" é uma alusão ao uso de sua madeira na confecção de ripas.

Está ameaçada de extinção.

Sua propagação pela mata é realizada por vários mamíferos, entre os quais, morcegos, porcos-do-mato, serelepes e aves: sabiás (Turdus spp.), jacus, tucanos (família Ramphastidae), macucos, jacutingas. Os dispersores, principalmente vertebrados, apresentam um papel importante, pois, ao removerem a polpa que envolve a semente, podem estar aumentando a probabilidade de germinação das sementes.

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Palmeiras do Morro do Ouro - Jerivá

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Palmeira Jerivá

Syagrus romanzoffiana

 

 jeriva

Também chamado baba-de-boi, coco-catarro, coqueiro, coqueiro-jerivá, coquinho-de-cachorro e jeribá, é uma palmeira nativa da mata atlântica, no Brasil, podendo ser encontrada também em seus ecossistemas associados, como restingas, florestas ombrófilas densas, florestas estacionais semideciduais,florestas estacionais deciduais, ou outras formações florestais como matas ciliares, matas paludosas, e cerrado.

"Jerivá" e "jeribá" são termos oriundos do tupi jeri'wa. "Baba" origina-se do latim vulgar baba, "saliva que escorre da boca". O nome "baba-de-boi" é uma referência ao fio resinoso produzido pela planta e que se assemelha à baba dos bois. É também chamada de "coquinho-de-cachorro" devido ao gosto dos cachorros pelo consumo de seus frutos.

A fruta é amarela, ovalada e não passa de três centímetros de comprimento. Cem unidades do fruto pesam por volta de um quilograma. A planta chega a produzir cerca de 140 quilogramas de fruto. A parte externa do fruto é carnosa e composta de uma mucilagem adocicada muito apreciada por alguns animais, como papagaios, maritacas e esquilos-caxinguelê, ou mesmo por cachorros e pelos humanos, principalmente pelas crianças, sendo uma lembrança comum, aos interioranos, a quebra destes coquinhos batendo-se com pedras para alcançar as suas amêndoas. Floresce e frutifica em diferentes meses do ano, dependendo da região em que se encontra. Internamente, possui uma pequena castanha bem parecida com a do coco-da-baía. A semente germina em cerca de cem a 150 dias, tendo um potencial de germinação de cinquenta a 79 por cento. A folha é perenifólia e é usada como ração para o gado. A árvore fornece também palmito para alimentação humana.

A madeira foi (ainda é) muito usada nas construções rurais como por exemplo o madeiramento de telhados, é utilizado para paisagismo ornamental e também para fazer reflorestamentos em áreas degradadas, preservação permanente, plantios mistos. Tem um crescimento moderado, com uma altura média de dez a doze metros (chegando a ter mais de quinze metros). Alguns exemplares chegam a ter um tronco com mais de sessenta centímetros de diâmetro. Possui grande resistência no transplante, mesmo quando adulta. Pode ser encontrado em vários estados do Brasil, como: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

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